Mapa do Centro Ver o sistema

Início › Suspensão de cirurgia

Suspensão de cirurgia: causas mais comuns e como reduzir

Toda suspensão custa três vezes: a sala parada, o paciente que jejuou à toa e a fila que não andou. A maior parte delas não é surpresa clínica — é pendência que já existia e ninguém viu a tempo.

As causas que mais aparecem

Vale separar as que são medicina das que são processo, porque só o segundo grupo se conserta com organização:

MotivoNaturezaDá para antecipar?
Condição clínica do pacienteclínicaparcialmente, na avaliação pré-anestésica
Jejum inadequadoprocessosim — orientação e confirmação na véspera
Exames pendentesprocessosim — conferência antecipada
Sem reserva de sangueprocessosim — reserva confirmada por hemocomponente
Sem vaga na UTIprocessosim — alinhamento na véspera
Falta de material / OPMEprocessosim — confirmação com fornecedor
Ausência da equipeprocessosim — escala e confirmação
Paciente não compareceumistoparcialmente — lembrete e transporte
Atraso de agendaprocessosim — é consequência, não causa raiz
A pergunta que separa os dois grupos

“Essa informação já existia ontem?” Se existia e ninguém viu, não foi suspensão clínica — foi falha de visibilidade. E visibilidade é o problema mais barato de resolver da lista.

O que registrar em cada suspensão

Suspensão anotada só como “suspensa” não vira indicador nenhum. O mínimo para virar dado utilizável:

Lista fechada é o detalhe que decide se você terá estatística ou uma coluna de frases distintas impossível de agrupar.

O horário importa mais do que parece

Uma suspensão descoberta na véspera permite realocar a sala e chamar outro paciente da fila. A mesma suspensão descoberta com o paciente já no centro cirúrgico significa sala vazia e jejum perdido. Registrar a hora permite responder uma pergunta que muda gestão:

quantas suspensões aconteceram DEPOIS de o paciente já estar no centro?

Esse é o subconjunto caro. É onde vale concentrar esforço.

Como reduzir, na ordem que costuma dar resultado

1. Tornar a pendência visível desde o agendamento

Sangue, UTI e OPME deveriam aparecer no mapa desde que a cirurgia é marcada, com estado explícito — confirmado, pendente ou não se aplica. Pendência que só aparece no dia é pendência descoberta tarde.

2. Fechar a porta da sala enquanto houver pendência

Enquanto anestesista, cirurgião e equipe não confirmarem prontidão, o paciente não desce. Parece burocrático, mas troca uma espera na antessala por uma espera no leito — muito mais confortável e segura.

3. Detalhar a reserva de sangue

“Sangue reservado: sim” esconde caso. Reserva séria diz o quê e quanto — concentrado de hemácias, plasma, plaquetas, crioprecipitado — e o estado de cada item. Faltando um, a reserva não está pronta, ainda que o campo geral diga que sim.

4. Fechar o ciclo com o motivo

Motivo que só vira número não muda nada. O ciclo fecha quando a contagem mensal por motivo é lida por quem pode agir sobre ele: exame pendente é fluxo ambulatorial, OPME é compras, UTI é gestão de leitos.

O indicador sozinho não resolve

Taxa de suspensão é um bom termômetro e um péssimo plano de ação. Ela diz que há febre, não onde é a infecção. O que muda conduta é a série por motivo, comparada com a do mês anterior — e isso só existe se cada suspensão tiver sido registrada de forma padronizada, no momento em que aconteceu.

Veja também: indicadores de centro cirúrgico e o que um mapa cirúrgico precisa mostrar.

Suspensão registrada vira indicador

No Mapa do Centro cada suspensão guarda motivo, responsável e horário — e as pendências aparecem dias antes, não na porta da sala.

Conhecer o Mapa do Centro